Conheça os Tipos de Lentes para Óculos de Grau e Como Escolher a Ideal

Capa do artigo sobre os tipos de lentes para óculos de grau da Óculos Vine

Quando se fala em lentes de óculos de grau, há diversas opções, cada uma para determinado problema visual, com suas próprias características, benefícios, tratamentos e muito mais.

Há lentes que são mais específicas para crianças, outras para quem já passou dos 40 anos, para quem tem sensibilidade à luz do sol, para quem trabalha em frente a telas... Para cada problema visual, tipo de uso e idade há um tipo diferente, e neste guia rico em informações iremos abordar os principais tipos e suas características. Conceitos como lentes monofocais, lentes multifocais, lentes de alto índice, lentes com filtro azul e muitos outros serão explicados de forma clara, com informações ricas e verídicas. Leia até o final e conheça mais sobre o universo fascinante das lentes de óculos de grau.

Importante: este conteúdo é educativo. O diagnóstico e a prescrição da receita de óculos de grau devem ser feitos por médico oftalmologista. A indicação comercial da lente também precisa considerar a receita completa, as medidas ópticas, a armação e o modo como os óculos serão usados.

Tipos de lentes utilizadas nos óculos de grau

As lentes de grau são classificadas basicamente pelo seu campo de visão e pela distância que corrigem. Essa classificação abrange lentes divergentes ou convergentes, lentes monofocais (conhecidas também como visão simples), lentes multifocais, lentes bifocais e lentes ocupacionais. Cada um desses tipos apresenta campos de visão com diferentes focos e correções. Abaixo, veremos cada um em detalhes.
Lentes convergentes e lentes divergentes

Diferença entre as lentes de óculos de grau convergentes e as divergentes

As lentes divergentes e convergentes alteram a trajetória da luz de formas diferentes para corrigir diferentes problemas de visão. As lentes que corrigem a visão para longe (miopia) são as lentes divergentes, e as que corrigem a visão para perto (hipermetropia ou presbiopia) são as lentes convergentes.

Lentes monofocais ou de visão simples

A lente monofocal apresenta foco para somente uma distância em toda a lente, ou seja, toda a lente corrigirá o grau para determinada distância. Ela pode ser fabricada para corrigir a visão de longe, para a distância intermediária ou para perto. É muito usada na correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo, além de poder servir como óculos exclusivos de leitura para quem tem presbiopia.

É o tipo de lente mais prescrito para quem possui menos de 40 anos. Crianças, jovens e adultos usam lentes monofocais para as mais diversas atividades diárias.

O termo “monofocal” não significa que a lente corrige somente um problema. Uma lente monofocal pode corrigir, por exemplo, miopia e astigmatismo simultaneamente.

Entre suas vantagens estão o campo de visão amplo, de praticamente 100% da área da lente, a adaptação geralmente rápida e o custo mais acessível. 

Veja as lentes de visão simples da Óculos Vine e confira nosso extenso catálogo de opções com preços incríveis.

Lentes bifocais

As lentes bifocais reúnem as distâncias para perto e para longe na mesma lente. Na parte de baixo, encontra-se a correção para perto; na parte de cima, a correção para longe. Essa divisão é feita de forma abrupta e sem nenhuma progressão.

O principal limite dessas lentes é a distância intermediária, que é usada para ver um monitor, olhar um preço no supermercado, o painel do carro etc. Esse tipo de lente basicamente não possui correção para essa distância, e a transição do campo de visão de longe para o de perto é feita de forma abrupta. É até possível ver a linha aparente que separa os dois campos de visão.

Lentes multifocais ou progressivas

As lentes multifocais já são uma evolução bem significativa das lentes bifocais. A parte superior corrige a visão de longe, o corredor central abaixo do campo de visão de longe corrige a distância intermediária e a região inferior permite enxergar de perto. A mudança entre esses campos de visão acontece de maneira progressiva, sem a linha visível e abrupta das bifocais.

Elas são indicadas principalmente para pessoas com presbiopia que desejam usar um só par de óculos o tempo todo, sem ter que alternar entre um par para ler e outro para enxergar de longe. No entanto, essas lentes não são todas iguais. A amplitude dos campos de visão, a suavidade das transições entre eles, a quantidade de distorção periférica nas laterais e a possibilidade de personalização das lentes variam entre marcas e fabricantes.

Toda lente progressiva apresenta alguma distorção nas laterais; lentes mais avançadas e com preços mais elevados têm essas distorções reduzidas e uma área útil maior. Além disso, são lentes que exigem maior tempo de adaptação para quem nunca as usou. O olho humano demora um pouco para se acostumar com a correção em diferentes distâncias. A escolha da lente correta deve ser feita com cautela, levando em conta a procedência, a amplitude visual, a garantia de adaptação e a aferição correta das medidas ópticas.

Na página de lentes multifocais da Óculos Vine, é possível encontrar desde as alternativas mais básicas até versões digitais mais avançadas, de marcas como Varilux e Kodak.

Lentes ocupacionais ou para escritório

As lentes ocupacionais possuem campos de visão para perto e para a distância intermediária, priorizando atividades como computador, leitura, atendimento em balcão, trabalho manual e reuniões em ambientes fechados. Em geral, oferecem um campo intermediário mais amplo do que uma multifocal tradicional.

Em contrapartida, a visão de longe é limitada, pois o espaço da lente que seria utilizado para corrigir a visão de longe é todo destinado à distância intermediária. O alcance do campo de visão varia conforme o desenho e a configuração da lente escolhida, mas esse tipo de lente normalmente não é indicado para dirigir nem para circular o dia inteiro fora do ambiente de trabalho. É um tipo de lente bastante específico e não substitui as lentes multifocais.

Se o que você procura são lentes confortáveis, amplas e especiais para usar no trabalho, vale conhecer as lentes ocupacionais disponíveis na Óculos Vine.

Lentes de suporte para perto ou antifadiga

Alguns designs de visão simples incorporam um pequeno apoio de potência na parte inferior da lente, ou na linguagem mais simples, um pequeno grau. Eles são destinados a determinados perfis de usuários que alternam continuamente entre longe e perto, mas não equivalem a uma multifocal convencional.

São lentes para quem usa telas por muito tempo e lê com alta frequência. A potência (grau) na parte de baixo dá uma leve "ajuda" para o olho, ampliando e focando melhor as letras pequenas. Isso auxilia o olho e o faz realizar menos esforço durante as atividades. Um excelente exemplo são as lentes Eyezen Boost.

Lentes especiais para controle da progressão da miopia infantil

Crianças com miopia em progressão podem receber indicação de lentes oftálmicas com desenhos específicos para o controle da miopia. Elas não são apenas lentes de grau convencionais: usam uma tecnologia de microlentes para desacelerar e, em alguns casos, até parar a progressão da miopia.

São lentes com alta tecnologia embarcada e devem ser usadas somente por crianças mediante indicação médica. As lentes mais famosas e de melhor qualidade para essa finalidade são as lentes Stellest, também disponíveis na Óculos Vine.
 

Óculos monofocais para leitura

Os óculos de leitura são práticos e uma ótima (e mais barata) solução para quem possui presbiopia. Eles oferecem correção para perto e costumam ser confortáveis para livros, celular, costura e outras atividades que exigem boa visão de perto. Entretanto, ao levantar os olhos, a visão de longe pode ficar embaçada com esse tipo de lente. Por isso, apesar do preço menor, não são óculos indicados para caminhar, dirigir ou usar em todas as distâncias.

Os óculos prontos de farmácia são o exemplo mais comum de óculos com esse tipo de lente. Eles têm o mesmo grau em toda a superfície das lentes, não corrigem astigmatismo e não consideram as medidas ópticas essenciais, como DNP, DP e ACO, que são individuais. Esses óculos podem parecer uma solução extremamente barata que resolve o problema de visão de perto, mas não substituem uma receita prescrita por um oftalmologista e não são indicados em hipótese alguma.


Diferentes campos de visão das lentes de grau. Multifocais, monofocais, ocupacionais e bifocais - Óculos Vine

Materiais de lentes de grau: índices de refração, diferenças, vantagens e para quem cada material serve

Comparação entre os diferentes materiais de lentes de óculos de grau e suas características - Óculos Vine

O material das lentes interfere diretamente na espessura, no peso, na resistência, na durabilidade e no conforto dos óculos. A escolha do material correto é baseada primordialmente no grau da receita prescrita pelo médico. Paralelamente, o uso diário e a finalidade para a qual os óculos estão sendo confeccionados também influenciam diretamente na escolha do material. Os materiais disponíveis no mercado para lentes de grau são:

  • Resina 
  • Acrílico (CR-39 ou Orma)
  • Policarbonato
  • Trivex
  • Vidro ou Cristal (lentes de cristal ou highlight)

Índices de refração

O índice de refração é um número usado para medir o quanto um material consegue "desviar" a luz que passa por ele. No amplo mercado de lentes de óculos de grau, há índices que variam de 1.49 a 1.90, e cada material possui um índice de refração específico. Quanto maior esse índice, mais a lente consegue refratar, ou "desviar", a luz que passa por ela. Essa eficiência se reflete na espessura das lentes. Quanto maior seu índice de refração, mais fina e com menos bordas laterais a lente fica.

CR-39 — índice de refração 1.50

O CR-39 é um material amplamente usado na confecção de lentes para graus leves. Seu peso é menor em comparação ao do vidro, é econômico e conhecido pela boa qualidade, durabilidade e nitidez.

Para quem é recomendado: para quem possui grau baixo e para quem vai fazer óculos de sol com grau, uma vez que é um material que adere melhor às colorações.

Para quem não é recomendado: para quem tem grau acima de 4, pois sua espessura em graus mais altos é bem acentuada. As lentes ficam grossas e pesadas. O material não é recomendado para óculos de segurança nem para crianças, uma vez que sua resistência não é tão grande quanto a do policarbonato ou a do Trivex, por exemplo. Também não se recomenda o material CR-39 para armações parafusadas, conhecidas como armações balgriff ou sem aro, pois ele não suporta os furos necessários para fixar as peças da armação.

Resina — índice de refração 1.56

A lente de resina 1.56 é muito encontrada em versões de lentes acabadas e surfaçadas. Ela costuma oferecer preço acessível e espessura um pouco menor do que o CR-39 1.50, mas essa diferença é bem pequena e as lentes 1.56 muitas vezes são vendidas como CR-39 e vice-versa.

Para quem é recomendado: para quem possui grau baixo e para quem vai fazer óculos de sol com grau, uma vez que é um material que adere melhor às colorações.

Para quem não é recomendado: para quem tem grau acima de 4, pois sua espessura em graus mais altos é bem acentuada. As lentes ficam grossas e pesadas. O material não é recomendado para óculos de segurança nem para crianças, uma vez que sua resistência não é tão grande quanto a do policarbonato ou a do Trivex, por exemplo. Também não se recomenda esse material para armações parafusadas, conhecidas como armações balgriff ou sem aro, pois ele não suporta os furos necessários para fixar as peças da armação.

Trivex — índice de refração 1.53

O material Trivex combina alta resistência a impactos e espessura reduzida. É muito indicado para óculos infantis, esportivos e armações que exigem maior resistência nas bordas, como alguns modelos de fio de nylon ou sem aro. Seu número Abbe costuma ser superior ao do policarbonato, fazendo com que o Trivex entregue lentes mais nítidas.

Para quem é indicado: para crianças, óculos de segurança e óculos esportivos, devido à sua alta resistência a impactos.

Para quem não é indicado: para quem possui grau alto, geralmente maior que 4, pois a espessura do Trivex não é tão reduzida quanto a de uma lente de alto índice.

Policarbonato — índice de refração 1.59

O policarbonato é leve e fino em comparação aos materiais de índice mais baixos e muito resistente a impactos. Por isso, é amplamente recomendado para crianças, prática esportiva, ambientes com risco de impactos e armações de segurança para empresas. Também apresenta boa absorção de radiação ultravioleta, embora essa proteção deva sempre ser verificada com o laboratório fabricante. 

São lentes excelentes para quem possui até 4 graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismo. A espessura dessas lentes é bem menor se comparada à das lentes de resina 1.56 ou CR-39.

Alta resistência não significa que a lente seja inquebrável, imune a riscos ou a qualquer sorte de danos. As lentes devem seguir as recomendações adequadas de uso para durarem por um tempo satisfatório.

Para quem é indicado: para crianças, óculos de segurança EPI e óculos esportivos, devido à sua alta resistência a impactos. Também é indicado para quem possui grau de até 4 ou prefere armações parafusadas (balgriff).

Para quem não é indicado: para quem vai fazer óculos de sol com grau, devido à baixa aderência da coloração ao material. O policarbonato não é indicado para quem possui mais de 4 graus, pois sua espessura não fica tão reduzida quanto a de uma lente de alto índice. Também não é indicado para pessoas que desejam máxima nitidez, uma vez que o valor Abbe é mais baixo se comparado ao de outros materiais, embora grande parte das pessoas que usam lentes de policarbonato não note essa diferença na nitidez.

Resinas de alto índice — 1.60, 1.61, 1.67 e 1.74

Materiais de alto índice desviam a luz com maior eficiência. Assim, as lentes podem ser fabricadas usando bases planas ou uma menor quantidade de material, o que ajuda a reduzir a espessura. O resultado costuma ficar mais visível em graus elevados, mas depende do diâmetro do aro da armação escolhida, das medidas ópticas e do trabalho de otimização da espessura realizado pelo fabricante.

  • Índices 1.60 e 1.61: entregam espessura e bordas laterais reduzidas em graus de até 5. São lentes mais finas que as de policarbonato e geralmente atendem bem a essa faixa de grau.
  • Índice 1.67: é um dos mais utilizados para graus altos. A partir de 5 graus, consegue entregar ótima espessura e bordas laterais bem reduzidas. São lentes leves e confortáveis. Se forem combinadas com armações de materiais como acetato e com diâmetro menor, disfarçam bastante a espessura e trazem uma estética bem agradável. Esse tipo de lente costuma atender muito bem a graus de até -12 de miopia em suas versões acabadas e até -18 graus em suas versões surfaçadas. Veja as lentes 1.67 da Óculos Vine.
  • Índice 1.74: é um dos índices de refração mais altos do mercado e entrega melhor resultado estético e conforto. As lentes 1.74 proporcionam espessura impecável em receitas de até 7 graus e são as mais indicadas para graus maiores, nas faixas de 12 e 16 e até para graus como 20 e 25. Conheça nossas lentes 1.74 para grau alto.

Para quem são indicados: para pessoas com altos graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismo e que desejam óculos mais finos e mais leves.

Para quem não são indicados: para pessoas com graus abaixo de 5 que não querem gastar valores a mais na compra dos óculos. Sim, é possível fazer óculos com lentes de alto índice em graus abaixo de 5. Inclusive, nesses graus, as lentes ficam excepcionalmente finas. Mas o valor dessas lentes é bastante alto e, muitas vezes, pode ser até três vezes maior que o de lentes com índices mais baixos.

Quanto maior o índice, mais finas e mais leves tendem a ser as lentes. É importante salientar que o índice de refração, sozinho, não entrega um resultado satisfatório. A escolha do índice da lente deve considerar detalhes técnicos como o tamanho da armação, o material da armação, seu formato, as medidas ópticas e os demais ajustes.

Lentes minerais ou de vidro

Lentes de vidro alcançam altos graus e apresentam boa resistência superficial a riscos, além de alta nitidez. Porém, o vidro é mais denso, pesado e vulnerável à quebra do que materiais como resina ou policarbonato. São lentes que devem ser utilizadas com cautela e em casos bastante específicos.

Para quem é indicado: para pessoas que possuem graus extremamente altos, geralmente acima de 20, ou precisam realizar funções muito específicas para as quais essas lentes são recomendadas.

Para quem não é indicado: para o público em geral, ou seja, a maioria das pessoas. Isso se deve à sua fragilidade e aos riscos à saúde visual. É um material que se quebra com muito mais facilidade que outros, e impactos ou quedas podem lançar fragmentos cortantes contra a pele de quem o usa.

Comparação entre os principais materiais de lentes
Material Ponto forte Ponto de atenção Quando costuma ser indicado
CR-39 / 1.50 Boa nitidez e custo acessível Espessura e peso maiores Graus baixos e óculos de sol com grau
Resina 1.56 Boa nitidez e custo acessível Espessura e peso maiores Graus baixos e óculos de sol com grau
Trivex 1.53 Resistência a impactos, leveza e boa nitidez Não entrega espessura tão fina para graus acima de 4

Para crianças, práticas esportivas e certas armações sem aro

Policarbonato 1.59 Alta resistência a impactos e maior leveza Número Abbe mais baixo, menor nitidez Para crianças, esportes, óculos de segurança EPI e graus até 4
Alto índice 1.60 e 1.61 Boa espessura para graus até 5 Não são tão finas para graus acima de 5 Graus baixos e médios
Alto índice 1.67 Redução da espessura e bordas laterais Preço mais elevado Graus  moderados a altos
Alto índice 1.74 Melhor redução de espessura, bordas e peso Custo mais alto Para altos graus de miopia, hipermetropia  e astigmatismo
Vidro mineral Resistência superficial a riscos e possibilidade de se chegar a graus muito altos Peso e alto risco de quebra Casos específicos avaliados por profissional

Os índices de refração são referências usuais. As faixas de grau ilustradas não devem ser usadas como único critério para a escolha da lente.

Como escolher a lente para seus óculos de grau?

Primeiramente, a escolha da lente deve ser baseada totalmente nas indicações e na receita médica. É o médico que sabe seu grau, os problemas visuais enfrentados e os tratamentos que sua lente precisa.

Após ter sua receita e um diagnóstico médico completo, é importante que a escolha das lentes seja feita junto a um profissional do ramo óptico especializado. Escolher as lentes sozinho com base em informações desse e de outros artigos não é a melhor opção. O acompanhamento de um profissional sempre é válido e diminui as chances de erros.

Algumas dicas podem ajudar na hora de escolher, como ficar de olho no material correto das lentes. Basicamente, para graus de até 4, as lentes de resina, Trivex e policarbonato atendem bem, sendo as de Trivex e policarbonato mais finas e resistentes. De 5 graus em diante, as lentes 1.60, 1.61 e 1.67 são as mais indicadas por serem mais finas e leves. Para graus muito altos, geralmente acima de 7, 10 ou 14 graus, as lentes 1.74 são as mais indicadas, por terem maior índice de refração e, consequentemente, entregarem menor espessura.

Outro ponto importante é a escolha correta dos tratamentos das lentes. Na maioria dos casos, recomenda-se o tratamento antirreflexo para a redução dos reflexos de luz que tiram a transparência das lentes. Esse tratamento também ajuda a reduzir o incômodo causado por luzes artificiais. Além do antirreflexo (AR), há o tratamento com filtro azul (conhecido também como anti blue, blue light, blue control ou blue cut), que bloqueia a luz azul nociva emitida pelos aparelhos eletrônicos e ajuda a descansar e proteger a visão ao longo do dia.

Para quem faz uso diurno e tem sensibilidade à luz solar, a fotossensibilidade pode ser uma grande aliada. Lentes com esse tratamento escurecem quando são expostas ao sol e clareiam em ambientes fechados. Além disso, lentes fotossensíveis têm proteção UV, que impede a incidência de radiação solar nos olhos e os protege a longo prazo.

Além desses tratamentos, há outros bem interessantes, como os antiembaçantes, as camadas de proteção hidrofóbicas e oleofóbicas e diversas outras opções que trazem benefícios para as lentes dos óculos. A escolha do tratamento deve levar em consideração a avaliação dos profissionais envolvidos, o perfil de uso diário de cada usuário e suas necessidades particulares.

Se você já está com a receita em mãos pode comparar as opções de lentes de grau da Óculos Vine. São diversas opções com excelentes preços.

Número Abbe e nitidez: o que essa sigla significa?

Quando a luz branca atravessa um material, suas cores podem se dispersar em intensidades diferentes. O número Abbe é uma medida relacionada a essa dispersão: em termos simples, quanto maior o valor, melhor a dispersão da luz e maior a nitidez.

O CR-39 costuma ter Abbe alto; o Trivex tem uma faixa menor; e o policarbonato apresenta valor mais baixo. Resinas 1.67 e 1.74 também tendem a dispersar mais cores. Os números exatos variam entre os materiais.


Lentes asféricas ou esféricas, qual a melhor?

Uma mesma lente com o mesmo índice e o mesmo grau pode ter o desenho asférico ou esférico. A escolha entre um desses dois influencia diretamente a estética dos óculos.

Lentes esféricas

No design esférico, a curvatura da lente segue a geometria de uma esfera. É o design mais tradicional, eficaz e econômico para receitas com graus baixos. Esse desenho afeta a distribuição do material na lente e causa algumas distorções no campo de visão, principalmente em graus mais altos. É a partir desse design que termos como "fundo de garrafa" ou "olho de boi" apareceram, pois esse tipo de lente tem menos material no centro e uma maior concentração de material nas bordas, o que causa esses efeitos indesejáveis.

Lentes asféricas

Nas lentes asféricas, o material é distribuído de forma uniforme por toda a superfície, permitindo que haja menos distorções e que a lente, como um todo, tenha um design mais plano.

Esse design de lente não elimina todas as distorções, mas as reduz consideravelmente e pode ser uma ótima solução para lentes de grau alto.

Surfagem tradicional, digital e freeform

Quando falamos sobre a qualidade de uma lente, normalmente pensamos primeiro no material, no índice de refração ou nos tratamentos aplicados. No entanto, existe outro fator muito importante para o resultado dos óculos: a tecnologia utilizada na surfagem das lentes.

A surfaçagem é a etapa na qual o laboratório trabalha a superfície da lente para produzir as curvas necessárias para se chegar à dioptria (grau) indicada na receita. Em termos simples, é nesse processo que um bloco de lente começa a receber as formas e refinos necessários para corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e/ou presbiopia.

Depois da geração dessas curvas, a superfície passa por processos de acabamento e polimento. Em seguida, dependendo do produto escolhido, a lente poderá receber tratamentos como antirreflexo, proteção contra riscos, filtro UV e outras camadas de proteção.

Atualmente, os três termos mais encontrados no mercado são surfagem tradicional, surfagem digital e tecnologia freeform. Embora estejam relacionados, eles não significam exatamente a mesma coisa.

O que é surfagem tradicional?

Na surfagem tradicional, o laboratório utiliza um bloco de lente semiacabada que já possui uma curva-base definida pelo fabricante. A partir dessa base, são produzidas na outra superfície as curvas esféricas e cilíndricas necessárias para chegar ao grau da receita do paciente.

Nas lentes multifocais convencionais, o desenho responsável pela progressão entre os campos de longe, intermediário e perto geralmente já vem moldado em uma das superfícies do bloco de lente. O laboratório escolhe, entre os modelos disponíveis, aquele que mais se aproxima das necessidades da receita e realiza a surfagem do grau correspondente.

Esse método trabalha com uma quantidade mais limitada de curvas-base e desenhos previamente definidos. Por isso, diferentes pessoas podem receber essencialmente o mesmo desenho multifocal, ainda que apresentem graus, armações e características de uso diferentes.

Isso não significa que uma lente produzida pelo método tradicional seja ruim. Pelo contrário, quando corretamente indicada e produzida, ela pode oferecer uma qualidade visual satisfatória, principalmente em receitas com graus mais simples e para consumidores que procuram lentes com menor custo.

Entretanto, a possibilidade de personalização nesse tipo de processo costuma ser menor. Em graus mais elevados, armações muito curvas ou lentes multifocais, as limitações do desenho convencional podem ser percebidas com maior facilidade, especialmente na visão periférica e nas áreas laterais da lente.

O que é surfagem digital?

Na surfagem digital, equipamentos controlados por computador trabalham a superfície da lente com grande precisão. Um software calcula as curvas necessárias e envia essas informações para máquinas computadorizadas, que trabalham o material de maneira muito bem controlada e precisa até produzir o grau e as características planejadas.

Essa tecnologia proporciona maior precisão, maior personalização e otimização dos campos de visão. 

Uma vantagem importante da surfaçagem digital é a possibilidade de trabalhar a superfície do material em diversos pontos, ajustando sua curvatura conforme o desenho óptico calculado. Isso permite fabricar lentes monofocais mais sofisticadas, lentes ocupacionais e multifocais com um nível de otimização e personalização bem considerável.

Contudo, é importante fazer uma distinção: o fato de uma lente ser produzida no processo digital não garante, sozinho, que ela seja superior. A surfagem digital define principalmente o processo de fabricação. O resultado também depende do desenho utilizado nas lentes pelo fabricante, dos parâmetros inseridos no cálculo, da qualidade do laboratório e da precisão das medidas realizadas durante a venda.

O que é a tecnologia freeform?

Freeform pode ser traduzido como “forma livre”. Nessa tecnologia, a superfície da lente pode ser calculada e otimizada ponto a ponto, permitindo a criação de desenhos muito mais complexos do que nas lentes convencionais.

Em vez de simplesmente reproduzir um desenho de lentes padronizado, o software pode calcular como diferentes regiões da lente devem funcionar. A superfície resultante é então produzida com equipamentos digitais de alta precisão.

Dependendo do produto, o desenho freeform pode ser aplicado na parte frontal, na parte posterior ou distribuído entre as duas superfícies da lente. A localização do desenho influencia características como campo de visão, distorções laterais, espessura, transição entre as distâncias e sensação de estabilidade durante o uso.

Nas lentes monofocais, a tecnologia freeform pode ser usada para melhorar o desempenho óptico fora da região central, ou seja, nas laterais. Isso é especialmente interessante quando a pessoa possui grau elevado, escolhe uma armação grande ou utiliza um modelo com maior curvatura.

Nas lentes multifocais, essa tecnologia permite controlar com mais precisão a distribuição dos campos de longe, intermediário e perto. O objetivo é proporcionar transições mais suaves e aproveitar melhor a área disponível das lentes.

Qual tipo de surfagem é melhor?

Não existe uma única resposta para todos os usuários. A surfagem tradicional pode atender bem receitas com graus mais simples e pessoas que procuram por lentes mais econômicas. Já a surfagem digital oferece maior precisão na fabricação e possibilita a produção de lentes com desenhos mais complexos.

As lentes freeform, principalmente as personalizadas, tendem a ser mais interessantes para multifocais, graus elevados, diferenças importantes entre os olhos, armações muito curvas e usuários que desejam lentes mais adaptadas às suas necessidades visuais.

Em resumo, a surfagem tradicional trabalha principalmente com curvas e desenhos de lentes previamente definidos; a digital utiliza equipamentos computadorizados para fabricar as lentes; e a tecnologia freeform permite calcular e otimizar a lente ponto a ponto. Quando desenho, medições e fabricação trabalham em conjunto, o resultado pode ser uma lente mais adequada à receita, à armação e à maneira como cada pessoa utiliza seus óculos.

Qual tipo de lente é usado em cada problema de visão?

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia classifica miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia entre os problemas que podem ser corrigidos com óculos de grau. A seguir, veja qual lente é indicada para cada tipo de problema de visão.

Lentes para miopia
comparação entre a visão normal x visão que apresenta miopia - Óculos Vine

Na miopia, as lentes são prescritas com grau negativo, e esse problema traz ao usuário dificuldade para enxergar de longe, tornando os objetos embaçados. Essas lentes são mais finas no centro e mais grossas nas bordas. Quanto maior o grau e quanto mais distantes do centro óptico estiverem as medidas ópticas, maiores podem ser as bordas das lentes.

As lentes para esse tipo de problema visual deslocam o foco da imagem para a retina, trazendo a compensação necessária para que a visão fique perfeita novamente.

Armações arredondadas costumam ser mais indicadas em casos de alta miopia, pois permitem trabalhar melhor a otimização da espessura. Quanto menor for o diâmetro da armação, melhor ficará o resultado.

Lentes ideais para quem tem até 4 graus de miopia

Para graus de miopia até -4, as lentes de policarbonato conseguem entregar excelente espessura e bordas bem reduzidas. Além disso, os óculos ficam leves e confortáveis no rosto. Se quiser lentes ainda mais finas e leves, os índices 1.60 e 1.61 conseguem um resultado ainda melhor, embora essas lentes não sejam tão fáceis de encontrar quanto as de policarbonato.

Lentes ideais para alta miopia (acima de 4 graus)

Para alta miopia, as lentes com índices de refração mais altos são as mais indicadas. 1.61, 1.67 e 1.74 são as mais recomendadas. Quanto maior o número do índice de refração, mais finas, com menos bordas laterais e mais leves elas ficam.

Lentes para hipermetropia

comparação entre a visão normal x visão que apresenta hipermetropia - Óculos Vine

Na hipermetropia, as lentes são prescritas com grau positivo. A lente fica mais grossa no centro e mais fina nas bordas, podendo ampliar a aparência dos olhos para quem observa de fora.

Nesse tipo de problema visual, há dificuldade para enxergar de perto. Esse problema é causado por uma deformação que faz a imagem ser formada atrás da retina.

As lentes para corrigir esse problema são do tipo convergente e fazem com que a imagem seja formada na retina e a visão de perto volte a ser perfeita.

Lentes ideais para quem tem até 4 graus de hipermetropia

Lentes para quem possui até 4 graus de hipermetropia também podem ser fabricadas em policarbonato. O policarbonato consegue reduzir a espessura no centro das lentes e mantê-las finas, leves e confortáveis. Lentes de índices maiores podem ser utilizadas, mas o policarbonato já atende muito bem.

Lentes ideais para alta hipermetropia (acima de 4 graus)

Para a hipermetropia, o índice de refração continua sendo determinante, e a regra de que quanto maior o índice, melhor o resultado ainda vale. Mas o trabalho do laboratório, nesses casos, é um ponto decisivo para um resultado satisfatório. Há laboratórios que conseguem trabalhar com graus de até +10 no policarbonato, deixando as lentes até mais finas do que as de índices como 1.67. Isso, porém, não é uma regra. Índices maiores geralmente também entregam resultados melhores para a hipermetropia, mas, nesses casos, é bom verificar os resultados que o laboratório consegue entregar com índices menores e maiores.

Lentes para astigmatismo

comparação entre a visão normal x visão que apresenta astigmatismo - Óculos Vine

No astigmatismo, a visão perde qualidade nas distâncias de perto e de longe. É caracterizado por trazer uma visão com aspecto "embaralhado", "duplicado" ou "tremido". O astigmatismo pode estar relacionado a problemas na córnea, no cristalino do olho ou a outras deformidades na estrutura ocular. Na receita, o grau de astigmatismo aparece nos campos de cilindro e eixo. O eixo indica a orientação da dioptria em graus.

No astigmatismo, as mesmas regras aplicadas à miopia e à hipermetropia são válidas. Quanto maior o índice de refração das lentes, mais finas e leves elas ficam. Um detalhe: o número do eixo determina quais áreas da lente serão mais grossas.

Se o eixo estiver entre 0º e 25º ou entre 165º e 180º, por exemplo, as lentes ficarão mais grossas nas partes superior e inferior e mais finas nas laterais.

Agora, se o eixo estiver entre 70º e 110º, ou bem próximo de 90º, é provável que as lentes fiquem grossas nas laterais dos óculos.

Lentes para presbiopia ou vista cansada

A presbiopia faz com que a pessoa tenha dificuldade para enxergar objetos e letras próximos. É o famoso problema para ler de perto. Ela costuma se tornar perceptível por volta dos 40 anos. A receita para esse problema pode apresentar o termo "adição", a sigla "ADD" ou "AD".

As lentes recomendadas para esse problema são as multifocais ou bifocais, sendo as bifocais um pouco mais ultrapassadas e com uma transição bastante abrupta entre os campos de visão de perto e de longe. Já nas multifocais, a transição entre os campos é progressiva e suavizada. Nesses tipos de lente, há os campos de visão de perto, intermediário e de longe na mesma lente, permitindo uma visão nítida em todas as distâncias, inclusive de perto. As lentes ocupacionais também corrigem a presbiopia, mas, por não possuírem campo de visão de longe, são recomendadas somente para uso dentro do escritório ou em ambientes nos quais serão usadas apenas as distâncias próxima e intermediária.

Para a presbiopia, ainda há a opção de fazer dois pares de óculos com lentes monofocais, um para longe e outro para perto. Mas, nesse caso, é necessário sempre carregar os dois pares e alternar entre eles para cada distância, o que pode não ser prático no dia a dia.

Tratamentos para lentes de óculos: quais escolher?

O tratamento de uma lente é uma camada adicional de material com propriedades que ajudam a melhorar a lente em determinados aspectos. Redução de reflexos, resistência a riscos, repelência de sujeira e diversos outros benefícios são trazidos pelos tratamentos. Conheça os principais tratamentos e seus benefícios:

Verniz antirrisco

O tratamento antirrisco, conhecido também como verniz antirrisco, serve para aumentar a durabilidade das lentes e sua tolerância a riscos superficiais. É um tratamento que ajuda a manter as lentes nítidas e utilizáveis por mais tempo, mas não as torna totalmente resistentes a toda sorte de riscos. Se os óculos não forem bem usados, acondicionados e guardados, as lentes poderão apresentar riscos e outros danos mesmo com o tratamento antirrisco aplicado na superfície.

Antirreflexo

O antirreflexo reduz a quantidade de luz refletida nas superfícies da lente, melhora a transparência e pode reduzir brilhos incômodos causados por luzes artificiais. É um tratamento recomendado para lentes de alto índice, para direção noturna e para quem deseja que os olhos apareçam e as lentes fiquem totalmente transparentes, sem aspecto espelhado.

O desempenho do antirreflexo varia conforme o número de camadas aplicadas, a qualidade e a marca. Optar por marcas conhecidas é a forma mais segura de escolher um bom tratamento antirreflexo.

Um bom exemplo são os tratamentos da linha Crizal, que trazem diversas proteções e benefícios. Para entender mais sobre cada tratamento da linha, confira nosso guia sobre lentes Crizal.

Camadas hidrofóbica, oleofóbica e antiestática

A camada hidrofóbica basicamente faz as gotas escoarem da superfície das lentes, deixando-as limpas e sem líquidos; a oleofóbica reduz a aderência de gordura, muitas vezes deixada nas lentes pelo contato com o rosto, e de impressões digitais; e a camada antiestática ajuda a repelir a poeira. Juntas, essas proteções fazem com que a lente seja mais fácil de limpar e permaneça nítida por mais tempo durante o uso.

Tratamento antiembaçante

O tratamento antiembaçante foi projetado para reduzir a formação daquela névoa que deixa as lentes embaçadas em situações de mudança de temperatura. Isso costuma acontecer ao sair de um ambiente frio para outro mais quente, durante atividades físicas, ao cozinhar ou ao usar máscaras de proteção.

O embaçamento ocorre quando o vapor de água entra em contato com a superfície mais fria das lentes e se transforma em inúmeras gotículas. Essas pequenas gotas espalham a luz e prejudicam a visão. O tratamento antiembaçante modifica a forma como a umidade se distribui sobre a lente, fazendo com que ela forme uma camada mais uniforme e transparente, em vez de várias gotículas.

Proteção contra radiação ultravioleta

A Organização Mundial da Saúde recomenda proteção UVA e UVB para a visão porque a exposição à radiação ultravioleta está associada a problemas visuais agudos e crônicos, incluindo catarata. A proteção pode vir no próprio material das lentes ou nas camadas de tratamento adicionais.

A proteção UV às vezes é confundida com a fotossensibilidade, que é o efeito de escurecimento da lente quando exposta ao sol, mas são proteções diferentes. Lentes que não escurecem no sol e possuem somente tratamentos simples, como antirreflexo ou antirrisco, podem ter proteção UV.

Lentes fotossensíveis ou fotocromáticas

As lentes fotossensíveis escurecem quando são expostas à radiação ultravioleta. Elas voltam gradualmente à cor clara em ambientes internos e à noite. São práticas para quem alterna muito entre ambientes fechados e externos e não quer trocar de óculos o tempo todo nem carregar óculos de sol adicionais.

A intensidade da radiação UV incidente sobre as lentes dita o quão escuras elas vão ficar. Em dias frios ou nublados, as lentes tendem a escurecer menos; em dias ensolarados, escurecem mais, trazendo maior conforto.

Atenção à direção: para-brisas de veículos bloqueiam grande parte da radiação UV. Por isso, muitas lentes fotocromáticas convencionais escurecem pouco dentro do carro. Para sol forte ao dirigir, óculos solares com grau podem continuar sendo a solução mais eficaz.

Compare as lentes fotossensíveis da Óculos Vine e as opções originais de lentes Transitions.

Lentes solares, coloridas e polarizadas

A coloração das lentes de grau cria verdadeiros óculos de sol com grau, confortáveis e nítidos. Já a polarização das lentes diminui reflexos intensos de luz vindos de superfícies horizontais, como água, asfalto molhado e o capô do carro. Ela pode aumentar o conforto ao ar livre e na direção diurna.

Polarização, coloração e proteção UV são características diferentes, embora muitas lentes solares reúnam as três tecnologias. Além disso, filtros polarizados podem alterar a visualização de certos painéis e telas em determinados ângulos.

Filtro de luz azul, o tratamento para telas eletrônicas

Lentes com filtro azul inibem parte da luz azul ou azul-violeta emitida pelas telas eletrônicas. Elas bloqueiam a luz azul nociva e permitem a passagem somente da luz benéfica aos nossos olhos.

Embora ainda haja um debate sobre a comprovação científica da eficácia desse tratamento, ele continua sendo amplamente recomendado por oftalmologistas e diversos profissionais do ramo óptico.

Para reduzir o desconforto de quem passa longas horas em frente a telas, algumas ações, em conjunto com o uso de lentes com filtro de luz azul, trazem resultados satisfatórios, como manter a receita atualizada, ajustar o brilho e a distância da tela, piscar com maior frequência e fazer pausas durante o uso das telas. A regra 20-20-20 sugere que, a cada 20 minutos, a pessoa tire o olhar da tela e olhe por 20 segundos para algo a cerca de 20 pés, aproximadamente 6 metros.

Por que a armação e as medidas interferem no resultado das lentes?

A lente dos óculos é primeiramente fabricada no formato de um bloco maciço de material e depois recortada no formato do aro da armação. Em uma lente para miopia, por exemplo, quanto maior o grau, mais fina a lente fica no centro e mais grossa nas bordas. Isso faz com que, em armações menores, a lente seja recortada na parte que mais se aproxima do centro, aproveitando a área mais fina do material. Além disso, quanto mais centralizadas forem as medidas ópticas do paciente, mais bem distribuído ficará o material na armação e menos bordas ficarão "sobrando" para fora. Portanto, armações menores entregam melhor estética e reduzem a quantidade de material necessária para se chegar ao grau da receita, ao passo que armações maiores deixam bordas mais largas e os óculos mais pesados.

DNP, DP, distância pupilar

A DNP mede a distância do centro de cada pupila até a linha central do nariz. A distância pupilar mede a distância total entre as duas pupilas.

Aferir essas medidas corretamente é importante para que o centro das lentes fique alinhado com o centro das pupilas e a luz não sofra variações ao chegar à superfície dos olhos. Isso é importante para que a visão fique perfeita com os óculos sem sofrer distorções.

Altura de montagem

Em lentes multifocais, bifocais e ocupacionais, a altura (ACO) determina em qual ponto vertical o centro da lente será posicionado. Ela deve ser medida com a armação bem ajustada no rosto. Essa medida determina qual espaço da lente será ocupado por cada campo de visão. A aferição errônea dessa medida pode fazer com que a pessoa tenha dificuldades para focar e tenha que mover a cabeça para cima ou para baixo para conseguir enxergar, o que traz desconfortos e problemas de postura.

Distância vértice, inclinação e curvatura

A distância vértice entre as lentes e o olho, a inclinação do aro da armação (ângulo pantoscópico) e o correto ajuste da armação ao rosto alteram a maneira como o usuário olha através da lente e impactam diretamente no conforto e na qualidade visual. São pontos importantes a serem levados em consideração na hora da escolha e da fabricação das lentes.

Formato e tamanho do aro

Abaixo, deixaremos dicas importantes sobre a escolha e o formato da armação ideais para cada problema visual.

  • Miopia alta: armações pequenas, feitas de materiais mais espessos, como acetato, zilo, nylon ou TR-90, são as mais indicadas. Armações finas de metal devem ser evitadas.
  • Hipermetropia alta: armações menores podem diminuir a quantidade de material e o peso das lentes.
  • Multifocais: armações muito pequenas podem deixar pouco espaço para os campos de visão, e armações grandes demais podem trazer dificuldades para encontrar o foco. Aqui a escolha deve ser de uma armação com medida bem compatível com o tamanho do rosto.
  • Armações sem aro: sempre devem ser usadas com lentes em policarbonato ou trivex. São armações que exigem maior cuidado no uso e não são indicadas para graus muito altos.
  • Armações de fio de nylon: são boas para lentes multifocais e monofocais, mas também exigem maior cuidado para que o nylon não se solte da armação e não são indicadas para graus muito altos.

Passo a passo para escolher a lente ideal sem gastar com o que não precisa

  1. Comece com uma receita atualizada

    Esteja com uma receita oftalmológica atualizada. Recomenda-se atualizar a receita todos os anos e, em casos específicos nos quais o médico pede um retorno em menor prazo, fazer exames oftalmológicos em intervalos menores, sempre seguindo o prazo e as recomendações de seu oftalmologista.

  2. Entenda o tipo de uso que você fará dos óculos de acordo com sua rotina

    Veja se você irá passar mais tempo em frente a telas, dirigindo, lendo ou operando um aparelho... O uso diário irá determinar se você precisará de uma lente mais otimizada para perto, para a distância intermediária ou para longe.

  3. Analise com cuidado qual é o material correto para seu grau

    Antes de escolher as lentes, faça uma boa pesquisa (ou consulte este guia rsrs) e entenda qual é o material ideal para elas. Isso evita que algum óptico se equivoque e indique uma lente com um material que não deixe seus óculos agradáveis ou tente vender um material muito mais caro sem necessidade.

  4. Escolha a armação mais adequada para o seu rosto e para suas lentes

    A armação deve estar alinhada com seu estilo, com a imagem que você quer transmitir, com seu conforto diário, com o tamanho de seu rosto e com seu grau. Se você tem grau alto, sempre opte por armações menores de acetato. Se seu grau é baixo, escolha armações de metal se você gosta de delicadeza, discrição e leveza, e as de acetato se busca durabilidade e conforto. A escolha errada da armação pode impactar negativamente o resultado dos óculos; portanto, esse é um passo crucial na escolha das novas lentes.

  5. Conheça diferentes marcas de lentes, fabricantes e laboratórios

    Marcas extremamente famosas, como Crizal ou Hoya, costumam ser muito recomendadas. E não é por acaso: são nomes do mercado óptico que carregam décadas de investimentos pesados em inovação e tecnologia e possuem produtos de altíssima qualidade. Mas há também laboratórios menores que fabricam suas próprias lentes e entregam qualidade e conforto, às vezes com preços mais atrativos. Vale a pena fazer testes, consultar a opinião de pessoas que já compraram e analisar qual é a melhor opção de lentes de acordo com a qualidade e o preço. Compare duas, três ou até mais marcas e opções de lentes, conheça cada uma e escolha a melhor para sua realidade.

  6. Fique de olho no campo de visão

    Essa dica não se limita às lentes multifocais, mas serve principalmente para elas. Analise com cuidado a amplitude visual das lentes propostas, isto é, a largura dos campos de visão. Quanto maiores e mais otimizados forem esses campos, mais você irá enxergar sem ter que mover a cabeça ou ficar procurando o foco. Lentes mais amplas também costumam ser mais confortáveis e proporcionar uma adaptação mais fácil. Vale lembrar que lentes extremamente amplas costumam ser muito caras, como é o caso das lentes Varilux XR. Mas há opções mais em conta com ótima amplitude visual, como é o caso das linhas Kodak Unique e Kodak Network, da fabricante Kodak. Vale a pena pesquisar, analisar e comparar as diferentes amplitudes de cada lente para ver qual é a melhor opção.

  7. Escolha o tratamento mais adequado para seu uso diário

    O tratamento antirreflexo é bem-vindo em praticamente todas as lentes, exceto em casos muito específicos e sob recomendação médica. A fotossensibilidade é o tratamento ideal para quem tem sensibilidade à luz solar. O filtro de luz azul é o tratamento ideal para quem trabalha longas horas em frente a telas, e o antiembaçante é perfeito para quem alterna entre ambientes mais úmidos e sente incômodo com o embaçamento das lentes. Cada um desses tratamentos, entre outros, atende melhor a determinadas rotinas, e vale a pena combinar vários na mesma lente caso isso seja benéfico.

  8. Confirme as medidas com a armação ajustada

    DNP, altura, ângulo pantoscópico e outras medidas essenciais devem ser aferidos de forma cuidadosa pelo profissional óptico antes da confecção das lentes. Sempre observe se essas medidas estão sendo aferidas.

  9. Peça o nome completo do produto no orçamento

    Registre o fabricante, o design, o material, o índice, o tratamento, a cor, a tecnologia e as garantias de cada orçamento que fizer e compare as vantagens, as desvantagens e os preços de cada opção.

O que priorizar na hora da compra das lentes quando o orçamento é limitado?

Nem sempre é possível escolher diversos tratamentos para as lentes novas ou os melhores produtos das melhores marcas. Em casos em que o orçamento para a compra das lentes está mais limitado, é importante priorizar os pontos fundamentais para que você tenha óculos minimamente confortáveis para sua rotina.

O material das lentes é inegociável. Se você tem, por exemplo, 14 graus de miopia e tenta fazer suas lentes de resina para economizar, o barato vai sair caro. Seus óculos ficarão extremamente grossos e pesados, e você terá que fazer novas lentes. Então, escolha sempre o material correto para seu grau. A partir daí, é possível economizar bem na escolha dos tratamentos. Se você tem sensibilidade à luz solar, pode escolher uma lente mais simples somente com fotossensibilidade, antirrisco e antirreflexo, por exemplo. Em alguns casos, é possível até abrir mão do antirreflexo para obter um desconto, mas vale a pena lembrar que lentes sem antirreflexo podem ser menos nítidas e que os reflexos tiram a transparência das lentes. Mesmo assim, elas se mantêm funcionais.

Ainda nos casos em que há fotofobia, podem-se escolher lentes simples sem escurecimento no sol e uma armação clip-on, aquele famoso modelo em que se acopla uma lente solar adicional sobre as lentes de grau, transformando a armação em óculos de sol com grau. Essa opção sai muito mais barata do que fazer uma lente fotossensível, mas é preciso ter cuidado, pois algumas lentes impedem que o clip-on se encaixe perfeitamente. Além disso, se você perder a lente solar adicional, pode ser que não encontre outra para reposição e fique sem a proteção solar.

Quem trabalha em frente ao computador ou ao celular pode escolher uma lente mais simples, de uma marca não tão conhecida, somente com o filtro de luz azul como proteção adicional. Há opções no mercado com excelentes preços.

E, para multifocais, vale a pena escolher marcas alternativas, mas com boa amplitude visual. Se você já se adaptou a uma lente mais simples, é ainda mais fácil. Basta escolher lentes que sejam parecidas em desenho e amplitude visual, sempre tomando cuidado para não escolher opções estreitas e limitadas demais.

Adaptação às lentes: qual o prazo para se adaptar e como lidar com o período

Lentes de óculos de grau geralmente trazem sensações desconfortáveis e estranhas quando colocadas pela primeira vez. Tontura, enjoo, distorções e dores de cabeça são alguns dos sintomas de quem nunca usou óculos e os coloca pela primeira vez. Em lentes multifocais, esses sintomas podem ser ainda mais intensos. O esperado é que, até a segunda semana de uso, já seja notada uma melhora gradual nesses sintomas. Em algumas pessoas, esse prazo pode ser de um mês ou até mais, e a adaptação depende de alguns fatores, como o uso constante e a persistência do usuário com os óculos.

Estou sentindo muito desconforto com os óculos. Vou me adaptar?

Primeiramente, é preciso entender se esse desconforto está sendo causado pelo período recente de uso dos óculos ou se há algum erro técnico. Se o desconforto sentido não melhorar na primeira ou na segunda semana de uso, recomenda-se levar os óculos novos e a receita para seu oftalmologista conferir se está tudo certo. Ele irá avaliar o grau, as medidas e a armação. Se estiver tudo certo, siga usando os óculos o máximo de tempo que conseguir durante o dia, sempre tomando cuidado ao andar em escadas ou em lugares nos quais haja maior risco de cair.


Adaptação às lentes multifocais: como lidar

Lentes multifocais são conhecidas por terem uma adaptação mais demorada. Isso se deve ao fato de a lente ter múltiplos focos com graus diferentes e de os olhos não estarem acostumados com essa transição. A escolha da lente, nesse caso, é crucial para uma boa adaptação. Lentes mais amplas e avançadas tendem a proporcionar uma adaptação mais fácil, ao passo que lentes mais estreitas e simples tendem a ser mais complicadas e podem exigir mais tempo.

É importante sempre lembrar que, nas lentes multifocais, os focos estão em lugares distintos. Para ler, os olhos devem ser direcionados para a parte inferior da lente; para dirigir, observar uma paisagem ou enxergar a distância, deve-se usar a parte de cima. Confundir essas distâncias causa ainda mais desconforto e dificuldades para enxergar.

Portanto, lembrar de usar a posição correta dos olhos para cada distância, deixar a armação bem ajustada ao rosto e conferir a armação, as lentes e a receita médica com seu oftalmologista são cuidados cruciais para uma adaptação mais tranquila. Se, ainda assim, você não se adaptar, recomenda-se trocar as lentes e optar por uma alternativa mais ampla e de adaptação mais fácil.

A garantia de adaptação pode ser uma grande aliada na adaptação às lentes multifocais

Lentes multifocais, principalmente as de grandes laboratórios, costumam ter garantia de adaptação. É um suporte especial para casos em que o usuário não consegue se adaptar às lentes. Nesses casos, o cliente é ressarcido ou tem a troca das lentes feita sem custo algum. Para pessoas que vão usar multifocais pela primeira vez ou vão mudar de lentes e experimentar uma marca nova, essa garantia traz mais tranquilidade e segurança. É importante lembrar que, para acionar a garantia de adaptação, os laboratórios exigem retorno ao médico e laudo assinado.

 

A adaptação exige óculos feitos com lentes corretas, armação adequada, paciência e persistência

Para que o olho humano se adapte às novas lentes, é necessário que a armação esteja confortável e bem posicionada no rosto. Esse é um dos fatores importantes de todo um conjunto, que inclui a escolha correta do material das lentes, o grau correto e os ajustes técnicos. Quando tudo isso estiver alinhado, também será necessário ter paciência. Se, nos primeiros dias, o uso dos óculos estiver muito desconfortável, tire-os, deixe-os guardados por duas ou três horas para descansar a visão e depois tente usá-los novamente. Repita esse processo durante as primeiras semanas. Essa persistência diária no uso é fundamental para se adaptar bem às lentes de grau.

Como limpar as lentes sem danificar os tratamentos

  1. Lave as mãos para remover gordura e partículas.
  2. Enxágue as lentes em água corrente fria ou em temperatura ambiente.
  3. Use uma pequena quantidade de detergente neutro, sem hidratante, quando permitido pelo fabricante.
  4. Enxágue completamente.
  5. Seque com pano de microfibra limpo e macio.

Evite água quente, acetona, produtos domésticos agressivos, papel, roupa, limpeza a seco e deixar os óculos sobre o painel quente do carro. Guarde-os em estojo rígido quando não estiverem em uso.

Perguntas frequentes sobre tipos de lentes para óculos de grau

Qual é o melhor tipo de lente para óculos de grau?

Não existe um melhor tipo para todas as pessoas. A lente ideal é a que entrega conforto, nitidez e as proteções adequadas para o uso diário e a rotina da pessoa. A combinação do material, do tratamento, da procedência e das medidas corretas faz com que a lente seja a melhor para cada caso.

Como saber se preciso de lente monofocal ou multifocal?

A lente monofocal é indicada para quem possui grau para somente uma distância, de perto ou de longe. É o tipo de lente mais comum entre crianças, adolescentes e pessoas com até 40 anos. Já a multifocal é indicada para quem tem presbiopia, condição geralmente presente em pessoas acima de 40 anos e que causa dificuldade para enxergar de perto. Para saber se você precisa desse tipo de lente, além da dificuldade para enxergar de perto, a receita apresenta o campo "adição" preenchido, que pode ser abreviado para "ADD" ou "AD". Se seu oftalmologista prescreveu grau de perto e também de longe na mesma receita, é sinal de que você precisa de multifocal.

Lentes de policarbonato ou resina: qual é melhor?

O policarbonato é melhor para crianças, óculos de proteção, óculos para esportes e quaisquer óculos que precisem de alta resistência a impactos. Para quem possui até 4 graus de miopia, hipermetropia ou astigmatismo, as lentes de policarbonato também são as mais indicadas, por serem mais finas, leves e terem menos bordas laterais. Já para graus abaixo de 4, para óculos de sol com grau ou para quem deseja lentes com preços mais acessíveis, as lentes de resina podem ser mais vantajosas.

Lente 1.74 sempre fica mais fina que a 1.67?

O esperado é que fiquem sempre mais finas, mas somente o índice de refração não garante a melhor espessura. Fatores como diâmetro da armação, material da armação, medidas e eixo do astigmatismo podem alterar a espessura e fazer com que uma lente 1.67 fique mais fina que uma 1.74.

Lente asférica elimina o efeito de olhos grandes ou pequenos?

A lente asférica pode atenuar esses efeitos e apresentar um aspecto bem melhor em comparação com a esférica, mas não os elimina completamente em graus muito altos, por exemplo.

Antirreflexo vale a pena?

Sim. Inclusive, só não é indicado ter antirreflexo nas lentes em casos bastante específicos ou sob recomendação médica. Óculos sem antirreflexo podem ter a estética comprometida e, em alguns casos, a qualidade visual também.

Filtro azul protege a visão e evita cansaço visual para quem trabalha no computador?

Sim. Embora não haja estudos científicos comprovando diretamente a eficácia, lentes com filtro azul impedem a passagem da luz azul que é nociva à visão, além de "quebrarem" o brilho da luz, deixando a visão mais descansada. É o tratamento mais recomendado para quem trabalha em frente a telas ou usa muito o celular durante o dia.

Lente fotossensível escurece dentro do carro?

Alguns carros já possuem filtro UV no para-brisa que bloqueia a passagem dos raios UV. Nesses casos, a lente fotossensível não escurece, e o mais indicado é usar óculos de sol com grau ou uma armação clip-on. Nem todos os carros possuem essa proteção no para-brisa. Nos que não a possuem, a lente fotossensível escurecerá perfeitamente.

Lente grossa significa erro de fabricação?

Não necessariamente. A espessura depende da receita, do índice, do diâmetro da armação, do formato do aro, da DNP, do processo de fabricação e da otimização. Para se ter certeza de que uma lente está grossa devido a um erro de fabricação, todos esses pontos devem ser analisados previamente.

Armação pequena é obrigatória para multifocal?

Não. Inclusive, armações pequenas demais podem limitar os campos visuais e atrapalhar a visão. O tamanho da armação sempre deve acompanhar bem o tamanho do rosto e o tipo de lente de que o usuário precisa.

Posso reaproveitar minha armação e trocar somente as lentes?

Em muitos casos, sim. Mas a armação deve estar em perfeito estado, sem trincas, ressecamentos ou deformações. Mesmo assim, ela pode não suportar o processo de montagem e quebrar, e o laboratório e a loja não são obrigados a fornecer garantia para a armação nesses casos.

Quais informações são necessárias para comprar lentes online?

Além da receita legível e válida, são necessárias a escolha do modelo de armação e a aferição das medidas ópticas. Aqui na Óculos Vine, nossos consultores ajudam você em todos os passos necessários e indicam as melhores opções de lentes para o seu grau, sempre com preços imperdíveis e qualidade ímpar.

Conclusão: a lente ideal nasce da combinação certa

Esperamos, neste guia, ter ilustrado de forma clara os tipos de lentes e suas características e que este conteúdo possa ajudar você a escolher a melhor opção para o seu grau. A escolha da lente ideal é técnica e criteriosa, mas simples se for feita usando informações confiáveis e seguindo as recomendações médicas. Se tiver ficado qualquer dúvida sobre este artigo ou sobre os tipos de lentes, nossa equipe de consultores está à disposição para esclarecer e ajudar você a escolher a melhor opção.

Sobre a loja

Loja de óculos com mais de 6 anos no mercado e máximas avaliações. Aqui você encontra uma coleção completa de armações de grau femininas, masculinas e infantis. Modelos selecionados a dedo para todos os estilos e formatos de rosto. Trabalhamos também com uma extensa linha de lentes de grau visão simples e multifocal. Oferecemos lentes das marcas mais conhecidas e de melhor qualidade do mercado: Crizal, Varilux, Kodak, Transitions e muito mais. Além de um suporte humanizado.

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